
Estou saindo do blogspot e o novo endereço do Uma Pitada a Mais é umapitadaamais.wordpress.com . Lá poderão encontrar a 4ª crônica da série Vou de Ônibus. Divirtam-se e nos vemos por lá!


Nunca se deve aceitar algo só porque foi dito por uma autoridade |
Quando era garoto, gostava muito de citar a seguinte frase: "Ser livre é poder escolher ao que se prender". Outra versão é: "Quanto mais chaves você carrega no bolso, menos livre você é". Não há dúvida de que a primeira é mais filosófica. (Acho que é atribuída, talvez erroneamente, ao filósofo francês Jean-Paul Sartre.) Mas ambas dizem algo de semelhante: que liberdade e escolha andam de mãos dadas.
Existem, certamente, situações em que isso não é verdade: pessoas "presas" não por terem cometido algum crime, mas por serem aprisionadas por alguma ideologia que lhes é imposta. Por exemplo, as crianças que nascem em famílias ultrarreligiosas nunca têm a opção de refletir sobre os valores que lhes são impostos. Mesmo sem carregar chaves, estão presas até crescerem o suficiente para poder (ou não) se rebelar. O mesmo ocorre com os indivíduos que vivem em regimes políticos totalitários, onde a "verdade" é controlada pelo Estado.
Ou seja, a frase "ser livre é poder escolher ao que se prender" pressupõe que o indivíduo tem a liberdade de escolha. Isso nem sempre é verdade. Para sermos livres, precisamos ter livre acesso à informação. Só assim teremos o privilégio de poder escolher ao que vamos nos prender.
Daí o papel fundamental da educação, contanto que livre de censuras ideológicas. Já em torno de 50 a.C., o poeta romano Lucrécio celebrava a importância da educação na liberdade das pessoas. Sua preocupação era com a excessiva superstição dos romanos, que atribuíam tudo o que ocorria à ação de algum deus. Consequentemente, a maioria da população vivia aterrorizada. Só aqueles que usam a razão para desvendar o porquê das coisas podem de fato ser livres, dizia.
Só quem reflete sobre as causas das coisas, em vez de atribuí-las cegamente a causas sobrenaturais, é livre dos medos que assombram a vida. A educação deve fornecer ao indivíduo a capacidade de reflexão crítica, a habilidade de saber fazer perguntas e não de aceitar passivamente tudo o que lhe é dito. Essa habilidade, esse ceticismo, é um dos aspectos mais cruciais do treinamento de um cientista. Nunca se deve aceitar algo só porque foi dito por uma autoridade.
Essa atitude é exatamente oposta ao que ocorre em culturas conservadoras e repressivas. Mesmo que a ciência busque uma ordem no mundo material, sua essência é anárquica. Os grandes revolucionários da ciência, Copérnico, Galileu, Kepler, Newton, Einstein, Bohr, foram todos anárquicos a seu modo. Todos defendiam a sua liberdade de pensamento acima de tudo, recusando-se (ou quase, no caso de Galileu, sob ameaça da Inquisição) a aceitar o saber das autoridades. Para eles, ser livre é ter a coragem de pensar por si mesmo sobre os grandes problemas, na tentativa de chegar a uma verdade aceita pela maioria.
Quando penso em liberdade, penso nesses nomes, e em tantos outros -cientistas ou não- que lutaram para que hoje possamos ter a visão de mundo que temos. Se hoje somos mais livres, devemos agradecer a eles. Se há tantos longe de ser livres, é porque ainda temos muito o que fazer.

Carol? Você está aí?
Trufa de Brigadeiro!
O escritor André Gide
"A televisão me deixou burro, muito burro demais" - Arnaldo Antunes
O bom elenco de Som & Fúria, acompanhado do diretor Fernando Meirelles. Um verdadeiro colírio em tempos de Glória Perez. 

Chimbinha, guitarrista e parceiro da cantora Joelma na banda Calypso.
Pedro Bial e Boninho, este último considerado um gênio brasileiro pela revista Galileu, da editora Globo (opa... ah, deve ser coincidência).



Federer e sua esposa, Mirka Vavrinec, que atualmente está grávida.
O forehand de Federer em dois momentos.
Autógrafos.
Woody Allen e Russel Crowe vendo Federer jogar em Wimbledon.

Não precisa de máscara para que todo mundo saia correndo.
Bush sabe da veracidade da frase marcada no final do texto. Assim, usou a política do medo para ser, por duas vezes, presidente dos Estados Unidos da América.

Filosofia da Morte
fonte: DeviantART

Indo...
Eis o caminho...
O ensaísta Enrique Gómez-Correa
Cristovam Buarque
foto: deviantART
Mais uma cena de "Sonhos"
Segura o cara! Ou melhor, não segura não...
Dirigindo Forest Whitaker, em "Bird", biografia de Charlie Parker. O curioso é que ele ganhou o próprio globo de ouro de melhor diretor, além de indicação à Cannes, um ano após ter ganhado o "prêmio dos aposentados"
Aos 62, dirige e atua em "Os Imperdoáveis". Chovem prêmios, como o Oscar de filme e diretor para o velho.
Aos 65 anos, dirige e atua com Meryl Streep em "Pontes de Madison"
Só dirigindo agora, aos 73. "Sobre meninos e lobos" também foi muito premiado e Clint se consagrava com um cinema de 1ª.
74 anos. Dirige e volta a atuar em "Menina de Ouro". Premiações despencam: Clint repete a dobradinha no Oscar e leva Direção e Filme. Hilary Swank leva o Oscar de atriz.
Aos 76, Clint faz filme sobre heroísmo que discute o que é o heroi verdadeiro e o fabricado. Tema muito semelhante ao último post deste blog. De novo, chovem prêmios.
Ainda aos 76: filme falado em Japonês. Talvez um dos mais lindos filmes de Clint. E dá-lhe prêmios de direção pro cara.
Aos 78, dirige Angelina Jolie, em "A Troca"
78 ainda. "Gran Torino", que filme! Mais uma vez, Clint dirige a si mesmo e ajuda na trilha sonora.
Olha o cara aí! Atualmente dirigindo Matt Damon, num filme sobre Nelson Mandela, que será interpretado por Morgan Freeman. O velho não para!
Superman
Procurando...