sábado, 18 de julho de 2009

Cultura e Joseph Brodsky


Na coluna ao lado, sai o pessimista e entra um poeta de maior lirismo e com uma história bem curiosa. Joseph Brodsky é russo-americano e judeu. Sempre foi muito rebelde e independente. Aos 15 anos, largou a escola para apenas fazer poesia. Foi acusado, então, de "parasitismo social" pelo governo soviético e condenado a 5 anos de trabalho forçado. Um tempo depois, Brodsky se exilou nos Estados Unidos e se naturalizou.

Sua obra foi agraciada pelo prêmio Nobel de literatura em 1982.

O poema postado traz colocações muito determinadas sobre o que seria a Cultura.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

THE KING



É difícil ler aqui posts sobre esportes, ainda mais sobre um esporte específico. No entanto, resolvi quebrar minha auto-censura graças a um rapaz chamado Roger Federer.

Pensando em outros esportitas que admiro, acho entre eles características comuns como a garra, determinação, talento, personalidade, vibração, liderança etc.

Gente das antigas como Pelé,Jordan,Schumacher e até mesmo os da "minha geração", como Michael Phelps, Tiger Woods, Kobe Bryant e Rogério Ceni, não se destacam apenas por dominarem como poucos o esporte que praticam, mas também por serem verdadeiros campeões, com seus nomes emplacados em várias conquistas históricas, quebras de recordes e reconhecimento mundial incontestável.

No que se refere ao domínio do esporte, Federer segue a cartilha dos citados acima, talvez até indo além. No tênis, muitos o comparam ao que Pelé foi no futebol: um gênio à frente de seu tempo, seguro de sua capacidade absurda de fazer mágica, aparentando que tudo é muito simples e fácil. Ver Federer jogar é um "colírio para os olhos", como já disse Paulo Cleto, comentarista de tênis na ESPN e ex-técnico do Brasil na Copa Davis. Os golpes, que chegam a ser apelação de tão efetivos, são também fluentes e belos. Sua movimentação é suave, Federe desliza elegantemente na quadra e parece que nunca se cansa, nunca se esforça. Consegue crescer nos momentos cruciais, raramente "amarela".É, dentre os tenistas, o de melhor reputação; respeitado e admirado por todos que jogam o esporte e por muitos dos que não jogam. Esportividade, far play e competitividade também são palavras que ajudam a defini-lo.

Claro, como qualquer pessoa bem sucedida, Federer também é odiado e invejado. Muitos não gostam de admitir ou ainda não se conformaram com o sucesso do suíço. Mas estes formam uma parcela ínfima diante dos milhares de fãs de Roger. Entre eles, seu maior rival, Rafael Nadal, atual nº 2 do ranking.


Nesse último domingo, Roger Federer ganhou, pela 6ª vez, o campeonato de Wimbledon, talvez o mais importante slam no Tênis. Junta, então, 15 slams, passa Pete Sampras e se torna, agora também nos números, o maior tenistas de todos os tempos e voltou ao nº 1 do ranking. Apenas mais um fato, mais um número, diante do poço de talento que é Federer.


No entanto, o que talvez o diferencie dos atletas que citei no começo é sua personalidade. A elegância do suíço não se limita às quadras de tênis; Federer é sempre muito educado e sensato nas entrevistas e nas aparições fora das quadras. Politizado, preocupado com a ética esportiva(se é que ela existe). Seus jogos não precisariam de árbitro, o próprio Federer indica as bolas que foram fora ou dentro, não importando para que lado a marcação seja favorável. Devido a tal integridade, Federer foi escolhido pelos próprios jogadores como representante da categoria na ATP(Associação dos Tenistas Profissionais). Também mostrando pelo menos um pouco de preocupação humanista, Federer investe em escolas de tênis localizadas em países de 3º mundo e destinadas a formar novos atletas.

Roger Federer também conhece muito a história do tênis e respeita seus antecessores. No ano passado, em Wimbledon(Londres), Maria Esther Bueno(nossa dama do Tênis), que estava comentando o campeonato pela SPORTV, passou pelo corredor do hotel quando Federer estava dando uma entrevista. E eis que o suíço elegantemente pediu licença aos repórteres e foi em direção à ex-jogadora a fim de cumprimentá-la e confessar ser seu fã. Ela, fã efusiva de Federer, mostrou-se muito emocionada e agradecida. Maria Esther disse depois, em transmissão da SPORTV, que jamais esperava que um jogador da atual geração fosse conhecê-la, sendo que jogou há mais de 3 décadas atrás, quando ganhou muitos títulos de slam.


Roger Federer faz do tênis arte. Hoje, os nomes "tênis" e "Roger Federer" se misturam, tendo significados muito parecidos.

Por essas razões, digo que, dentre os meus maiores ídolos no esporte(são vários), Federer talvez seja o maior.

Federer é um apaixonado pelo tênis. E eu sou privilegiado de viver a sua época e poder acompanhar um dos maiores nomes da história do esporte.




Federer e sua esposa, Mirka Vavrinec, que atualmente está grávida.


O forehand de Federer em dois momentos.




Autógrafos.



Woody Allen e Russel Crowe vendo Federer jogar em Wimbledon.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Lobo Mau?

foto: Deviantart


Aviso 1: "Dois casos de gripes suína foram confirmados. As aulas estão suspensas por tempo indeterminado; trabalhos provas serão adiados para Agosto."

Aviso 2: "A diretoria decidiu pela antecipação das férias escolares uma semana antes do previsto."

Aviso 3: " Pessoal, quatro colegas nossos estão, agora comprovadamente, infectados pelo vírus H1N1. Decidimos dispensar vocês por razões de segurança, buscando evitar que o vírus se espalhe."

Aviso 4: " Ministério da Saúde: serão mantidas todas as ações para a detecção, monitoramento e tratamento de pessoas infectadas pelo novo vírus da gripe, que vêm sendo adotadas e colocadas em prática desde 24 de abril, quando foi feito o alerta inicial pela OMS."


Evacuação geral. Filas para sair dos lugares. Todos seguem o conselho: fiquem em suas casas.

Um espirro no ônibus, lotado, abafado e com janelas fechadas, torna-se um ato ofensivo, uma afronta causadora de olhares rigorosos e desconfiados.

Da gripe pouco se sabe, pouco se entende. Aqueles que procuram saber tranquilizam-se: o novo bicho papão é caracterizado por sintomas diminuídos em relação à gripe comum e o índice de mortalidade da doença é igual(para alguns cientistas, menor).

Porém, no que diz respeito à difusão dos pensamentos a respeito, pouco importa.

O importante é não pegar a infecção.

Claro, subestimar uma epidemia e fingir que está tudo bem é perigosamente negligente. Mas, novamente, digo que o que move as pessoas é o medo.

Não precisa de máscara para que todo mundo saia correndo.


Bush sabe da veracidade da frase marcada no final do texto. Assim, usou a política do medo para ser, por duas vezes, presidente dos Estados Unidos da América.

domingo, 28 de junho de 2009

Blog em obras - ou em mudança






Como puderam perceber, estou sem postar aqui, o que, admito, é péssimo.

Tenho explicações, que talvez sejam meras desculpas esfarrapadas. Porém, a verdade é que agora terei tempo e voltarei a publicar.

Enquanto isso, na coluna ao lado, deixo um pequeno, mas muito característico, trecho da obra de Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, da escola kantiana, precursor da psicanálise e muito famoso pelo pessimismo. Também é responsável por introduzir o budismo.

O escrito ao lado se refere à modéstia.

De pensamentos intragáveis para alguns, Schopenhauer é agressivo, seco e rude na colocação. Mas, pelo pouco que li, seu estudo acerca do comportamento humano parece fascinante.


Filosofia da Morte

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Solidão - "O Silêncio das Estrelas"

fonte: DeviantART

A solidão, como uma sensação de vazio ou isolamento, é um sentimento poderoso. Muitas vezes amedrontadora, a solidão é, de vez em quando, necessária. Há pessoas que "funcionam" melhor sozinhas, enquanto outras só engatam se estiverem acompanhadas.

Estar sozinho, em qualquer sentido, pode ser benéfico ou maléfico dependendo do que se analisa e do ponto de vista, é claro.

No entanto, o que me preocupa é o medo que as pessoas têm da solidão. Uma hora ou outra estaremos sozinhos e precisamos aprender a conviver com isso.

O medo da solidão causa algo muito pior do que ficar sozinho: a hipocrisia de relações orientadas pela conveniência. Explico: uma pessoa pode namorar, ter muitos amigos, contatos, ter centenas de pessoas na sua festa de aniversário e, mesmo assim, ser solitária. Se tais relações NÃO são ocasionadas pela vontade pura de estar com essas pessoas e sentir-se bem com isso, tapa-se o sol( solidão) com a peneira.

A quantidade de namoros e amizades cretinamente convenientes é assustadora.

A relação é simplificada e ao mesmo tempo vulgarizada, piorada: não tenho ninguém, ela também não; sou legal, ela também; então "é nóis". O que é razão suficiente para uma boa ficada ou até uma convivência situacional acaba por sustentar um compromisso desmedido,onde as pessoas não nutrem um sentimento real, mas escolhem o caminho mais fácil, menos trabalhoso, optanto por ter uma vida com uma pessoa que gosta e respeita - mas não ama- e amigos dos quais fala mal quando não estão perto.

"Ah, mas eu gosto dele!" - Gosta mesmo? Ou tem pavor de não achar mais ninguém se acabar a relação? Ou seja, impera a lógica do "assim já tá bom",ou coisas do tipo, como o "não tem cão, caça com gato" e outras frases nojentas do mesmo naipe, representativas do medo de não conseguir algo melhor e ficar só.

Por que continuar com essas relações? Porque é muito mais simples do que correr riscos indo por um trajeto mais espinhoso. Porém, muitas vezes, o mais difícil é o certo.

Ninguém quer ficar sozinho por muito tempo, mas aqueles que conseguem se dar melhor com a solidão são mais capazes de originar ligações verdadeiramente frutíferas e honestas com outras pessoas, pois aproveitam as relações por total escolha e não as usam como remédios para suas incapacidades.

fonte: DeviantART




Sobre esse assunto, Lenine fez uma linda canção, onde canta "um homem em busca de mais", chamada Silêncio das Estrelas, do álbum Falange Canibal. Você pode ouvir aqui. É só clicar no título da música.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Vou de ônibus - capítulo 2




























Geralmente, por motivos óbvios que envolvem uma certa distância física, o motorista não costuma conversar com o cobrador durante o trajeto do ônibus. Claro, é bem provável que eles tomem um cafézinho ou outra coisa juntos depois da parada final.

Bem, era uma quinta-feira, à tarde. Entrei no ônibus e logo o papo começou. Não me contive: peguei um caderno e comecei a anotar. Transcrevo aqui parte do diálogo:

MOTORISTA: Você viu o Geraldo?

COBRADOR: Que Geraldo? O Botijão?

M: Isso... O Botija!

C: Que tem?

M: Vai ter que pagar R$2500 de pensão.

C: Pô! Separou?

M: Separou pô, faz tempo!

C: Largou a mulher...

M: Ah, mas tava demorando...

- breve pausa-

M: Mas então, R$2500 de pensão. A mulher entrou com processo e ganhou.

C: Mas "daonde" que ele vai tirar isso aí?

M: É, não vai tirar neh...

C: eita...

M: Tem duas filhas neh...

C: Ah, mas uma já é de maior.

M: É, deve ter uns 18.

C: Tá arranjada já?

M: Tá, parece que tem até apartamento.

C: É, essa aí de boba não tem nada...

M: Só a cara.

C: E a outra?

M: A outra deve ter uns 15.

C: Xi, já já se arranja também. Quem quer a grana é a mulher neh? Esse papo de que é pras filhas é lorota.

M: É... se pensar bem, a mulher deve ter se arranjado com outro já.

C: Pô! Essa mulher aí tá pior que a mulher do Cenoura.

M: Mulher do Cenoura? Que tem a mulher da Cenoura?

C: Você não ficou sabendo?




Tive que descer, que pena!


Sensacional!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Mudanças

fonte desconhecida



Este blog passará por transformações muito em breve. Os motivos são simples: quero mais recursos, mais alternativas e, cá entre nós, colocar um vídeo aqui é um verdadeiro inferno. Já deixei de escrever muitos posts que tinham um vídeo como objeto principal. Assim, comecei a pesquisar outros sites que hospedam blogs e, com todo o respeito ao saudoso blogspot, há diferenças gritantes.


E vamo que vamo!



Indo...



Eis o caminho...