terça-feira, 31 de março de 2009

Quanto custa o CQC?

Trupe, equipe, elenco...





Discuti com muitas pessoas durante essa semana a respeito do CQC(Custe o Que Custar), programa da BAND. Julgo o melhor programa humorístico da TV. A bancada de apresentadores é sensacional, ultimamente estou vendo graça até nas piadas de humor bobo do Marco Luque. Rafinha Bastos também é ótimo; utiliza um humor hábil e inteligente, sabendo sair do script. Os dois juntos com o líder da galera Marcelo Tas se divertem de verdade na apresentação ao vivo. E nós embarcamos juntos. Dos repórteres, é notável o brilho de Danilo Gentili, uma das mentes do CQC.

Poderia continuar minha série de elogios, mas prefiro deixar para os analistas de TV. Quero, agora, trazer uma discussão muito interessante sobre o nº de propagandas que o CQC faz e o quanto isso pode comprometer o programa. Devo lembrar que a maioria dos integrantes são jornalistas diplomados e um dos grandes méritos do programa é fazer um humor jornalístico, baseado em fatos, no real e não criando situações constrangedoras, como faz o Pânico. O distanciamento crítico torna-se essencial para se fazer uma piada politizada ou até um quadro de denúncia, como o excelente "Proteste já".

Diante disso, há um artigo esplêndido de Bia Abramo, publicado na Folha de S. Paulo no início desse mês. Você pode ler o texto aqui. (basta descer até o artigo entitulado "CQC e os limites da propaganda", de Bia Abramo)

Nesse último domingo, como se estivesse "dando corda", a Folha de S. Paulo publicou uma pequena entrevista bem provocativa com o inteligente Marcelo Tas. (é o 1º artigo da página)




Obs: Todos sabemos que a televisão vive de propaganda e que ela é necessária até certo ponto econômico. Não é isso que estou discutindo. Estou colocando em pauta um questionamento sobre o limite da publicidade e sua interferência no conteúdo e na liberdade do comunicador.




Ernesto Varela não fazia propaganda.

4 comentários:

Stella disse...

Umas das agências que atendo, me contou que o seu cliente enquanto não conseguiu entrar no CQC com seu produto não deu sossego, eles sugeriram outras formas de mídia, mas o cliente foi incisivo: quero no CQC! Bom, final que estão lá, e satisfeitíssimos com os resultados! É isso, o programa é bom, os clientes querem, e assim sucessivamente...

MARA disse...

Pior é o merchandising direto onde o apresentador para o programa para falar do tal chá ,iogurteira ,etc.Do jeito que está no CQC (inserido em vinhetas com a interação dos apresentadores )não está tão contundente . Os caras querem faturar e os anunciantes devem astar em Alfa com a audiência.Entendo que o jornalismo deva estar à margem da publicidade (ou o contrário ).Porém não enxergo o CQC como programa jornalístico.

Pipolo disse...

Nossa cara,estranho você fazer um post disso,pois foi exatamente o que eu pensei quando assisti ontem.
Concordo,como diria o Matheus "120%" com tudo o que você disse,e até as piadas bobas do Marco Luque(ou Marcos Lusque) me fazem rir,mas uma coisa que fez com que eu sentisse um desconforto era sim as vinhetas demoradas,nem um pouco engraçadas e comerciais,literalmente.
Mas,acredito que é o preço que se paga,eles mesmo,pregam que "custe o que custar" nem que seja,então,alguns minutos da sua programação,para poder dispor da verba pro resto do programa.

Vera disse...

Gosto demais do CQC, mas eu também comentei aqui em casa, que essas inserções de comerciais, muitas vezes, acabam funcionando como anti-propagandas, porque incomodam!
Também entendo que há a necessidade de patrocinadores, mas existe uma exacerbação na maioria dos programas que, para quem assiste sempre, acabam irritando!
Acabamos engolindo isso por conta do bom entretenimento que essa "tropa" de bom nível faz...e que, espero, continuem fazendo, sem se deixar comprometer demais com o que anunciam!