sexta-feira, 20 de março de 2009

O que ele tem? Chamem o House!!!

Hugh Laurie, intérprete do médico "sabe-tudo" House, personagem central de série americana transmitida pelo Universal Chanel aqui no Brasil.



Sim, leitor, é isso mesmo. Este blog ficou parado por vários dias, devido a minha retirada de campo por ordem médica. Fiquei internado durante uma semana para ter um diagnóstico, que, no final, revelou-se simples e fácil. Não, não tenho nada, ainda bem. Mas só um batalhão de exames para comprovar isso e dar o tão esperado sossego. Onde estava o House? Será que ele só trabalha nos EUA?

O que interessa é que agora estou bem, ativo, vivo e enérgico. E louco para voltar a escrever.


Diante de tal experiência, nada mais justo e apropriado do que um post "médico".



Devo dizer que não foi nada fácil, é como viver numa realidade paralela, num mundo diferente. A imobilidade, a tristeza no rosto das pessoas, a ingratidão do local e os corredores monótonos e sem fim fizeram tudo parecer um filme do Stephen King. Dizem que ficar muito tempo preso em algum lugar é psicologicamente perigosíssimo. Devo acrescentar que o grau de perigo aumenta 934573948756935 milhões de vezes se o local é um hospital.

NO ENTANTO, é impossível não mudar várias concepções a respeito de muitas coisas após esse período internado. A convivência diária com pessoas possuidoras de problemas muito maiores que o seu, com familiares e acompanhantes que estão lá todo dia transmitindo sua força e apoio e a alegria e o bom humor de alguns mesmo em situações difíceis fizeram com que saísse de lá outra pessoa; dando valor a coisas que não me importava, enxergando aspectos que antes estavam escondidos e vibrando com o que era banal.

Já ouvi dizer que "os médicos cuidam da doença, quem cuida de você são os enfermeiros". Faço uma correção: os médicos tentam cuidar da doença, as enfermeiras tentam administrar o setor e quem cuida do paciente são os chamados auxiliares de enfermagem. Tive o prazer de conhecer alguns desses profissionais que ficam com a parte mais difícil e chata do trabalho: o auxílio direto ao paciente que não consegue se locomover, a alimentação, medição de temperatura, pressão etc. Muitos deles exercem a profissão de cabeça erguida, sorrindo e, assim, fazendo brotar alegria num quarto de hospital, algo tão difícil quanto fazer fogo na água.

Quando paro pra pensar, tento fazer com que minhas lembranças me reportem essas pessoas, que conseguem iluminar a escuridão.





Estar num hospital é confrontar-se com seus maiores medos. Stephen King, que já esteve à beira da morte, despejou seu olhar feroz a respeito de hospitais nessa série americana: Kingdom Hospital.


Patch Adams pregava, antes de tudo, o bem-estar do paciente. A grande maioria dos médicos não é que nem ele, mas ainda existem profissionais que acreditam ser a alegria o maior remédio.

5 comentários:

Anônimo disse...

Eu sou super fã do House, é aquele tipo de médico que todos queriam por perto quando necessário. O ator que interpreta tem 'o mérito' de marcar sua personagem tão primorosamente. Adoro! Quanto à parada estratégica que a vida dá um jeito de traçar, creio que seja mesmo pra gente fazer o velho 'pit stop' que vivo citando. Alí naquele momento, é definitivo que você vai ser o cara de 'antes do susto' e o cara de 'depois do susto', resta saber o que é que cada um faz com uma experiência dessas. E que seja para o bem, para os valores mudem,,, Maktub(tava escrito)! Assim é a vida...
Saúde e paz, o resto corre-se atrás! bjo

Anônimo disse...

Prefiro a doçura e humor de Patch Adams (se fosse prá tratar de mim )O House é sensacional mas bem politicamente incorreto ,duro e frio.Os médicos reais são bem diferentes dos seriados e filmes.Num PS você aha que vai encontrar um bonitão como o George Cloney ou o Dr. Kovac de ER ?E cadê aquela segurança de quem o diagnóstico na ponta da língua ?O melhor mesmo seria não precisarmos deles ,se fosse possível.
Bem, o fato é que não há dinheiro no mundo que valha mais do que ter saúde física e mental.Cuidar do corpo , da mente e ,porque não, do espírito. Por isso , a gente que acordar , olhar pro sol (dizer Bom Dia Sol , como diz a vovó) .Parar de reclamar a agradecer muito o fato de podermos sentir o calor e frio,tomar chuva,correr, rir ,trabalhar,se cansar,estudar,se divertir,amar,falar,ver ,ouvir ,comer um doce ,dormir , enfim ,ser livre...

Anônimo disse...

Bem vindo de volta!!!!! E que essa volta seja com muita saúde, muito ânimo, muita vontade de viver. Muito emocionante e sensível a sua visão dentro do hospital, mas, tomara que NUNCA mais você tenha que vivenciar isso de novo.
Beijo e tudo de melhor!!!!

Anônimo disse...

É, cara. Como é estranho o ser-humano: precisar de uma batida dessas para perceber muito do óbvio.
Estranho, mas acontece com todos.
O bom é que o "alien" não foi nada.
Vamos que vamos, estarei nas leituras aqui sempre que possível.
Na motivação também. Na doença e na saúde.

Abraço

Anônimo disse...

Que bom que não foi nada que não permitisse que você voltasse com todo o gás, Ivan!
Eu senti isso tudo que você comentou aqui quando meu filho esteve numa situação perigosa e de internação longa! É realmente nessa hora que a gente vê a solidariedade existente entre desconhecidos, que compartilham a mesma dor e a esperança numa ante-sala de uma UTI (no caso de meu filho). E concordo absolutamente com sua análise de que os mais preciosos são os auxiliares de enfermagem! Eles foram fundamentais na recuperação de meu filho e, até mesmo, muitos viraram amigos mesmo fora do hospital!
E ...saúdeeeeeeeeeee prá vc!!!!
Bj