Trupe, equipe, elenco...Discuti com muitas pessoas durante essa semana a respeito do CQC(Custe o Que Custar), programa da BAND. Julgo o melhor programa humorístico da TV. A bancada de apresentadores é sensacional, ultimamente estou vendo graça até nas piadas de humor bobo do Marco Luque. Rafinha Bastos também é ótimo; utiliza um humor hábil e inteligente, sabendo sair do script. Os dois juntos com o líder da galera Marcelo Tas se divertem de verdade na apresentação ao vivo. E nós embarcamos juntos. Dos repórteres, é notável o brilho de Danilo Gentili, uma das mentes do CQC.
Poderia continuar minha série de elogios, mas prefiro deixar para os analistas de TV. Quero, agora, trazer uma discussão muito interessante sobre o nº de propagandas que o CQC faz e o quanto isso pode comprometer o programa. Devo lembrar que a maioria dos integrantes são jornalistas diplomados e um dos grandes méritos do programa é fazer um humor jornalístico, baseado em fatos, no real e não criando situações constrangedoras, como faz o Pânico. O distanciamento crítico torna-se essencial para se fazer uma piada politizada ou até um quadro de denúncia, como o excelente "Proteste já".
Diante disso, há um artigo esplêndido de Bia Abramo, publicado na Folha de S. Paulo no início desse mês. Você pode ler o texto aqui. (basta descer até o artigo entitulado "CQC e os limites da propaganda", de Bia Abramo)
Nesse último domingo, como se estivesse "dando corda", a Folha de S. Paulo publicou uma pequena entrevista bem provocativa com o inteligente Marcelo Tas. (é o 1º artigo da página)
Obs: Todos sabemos que a televisão vive de propaganda e que ela é necessária até certo ponto econômico. Não é isso que estou discutindo. Estou colocando em pauta um questionamento sobre o limite da publicidade e sua interferência no conteúdo e na liberdade do comunicador.
Ernesto Varela não fazia propaganda.













